Dois homens

Chove forte na vereda
estou a sós como a muito tempo não fico
sem homem, sem menino
em lua
entre lótus e antúrios
o silêncio intue um nome
poeisa espelha, espalha, espanta
o desejo me dedilha
fumo erva e tomo banho de chuva
feita espantalho
para afastar pássaro
Tenho amor ao lado
fincado
mas em campo minado.
Não saberia que erupria de novo
o desejo
por seus lábios
o seu peito
os seus braços
em meu peito
na minha língua
por inteiro.
Olhos palpitam como o coração
O corpo fotossintetiza a presença
Estou amando dois homens
Não há possibilidade de abandono
só completude.

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