Meu mar avança em direção ao seu sertão. As serras se desfazem areia. Há búzios no caminho de asfalto. O céu do sertão ilumina minhas manhãs depois o mar esconde o sol. Teus rios presos em outras paisagens. Minha maré no vai e vem indeciso. Longo caminho alagado, extensa terra seca. Imensidão diversa em terras estrangeiras. Água minha que molha esferas, calor teu que provoca chuvas. Meu mundo aquático, tua vida silvestre. Sutis delicadezas de encontros esporádicos. Constante desejo. Excessos e extremos. Caminhos abertos, calcanhares descalços a pé no mundo. Na fuga do destino a bússola é espelho inverso. Teu sertão invande meu mar, põe verde e lama em minhas terras. Amplia meu horizonte. Costura meu céu com novos tons. Cria labirintos caleidoscópios. Teu vento vem em sopros de pífanos e o oceano te responde com a ciranda das ondas. Á um leve toque teu sangue de barro se une ao sal de minhas veias.
renatamar
7 Maio 2008 ás 017:035
muito forte e belo,
seus lindos versos que se completam à 2, enquanto minha escrita caminha sempre só.
Parabens >:P
p.r.
12 Maio 2008 ás 015:013
‘ É bom que teu nome termine com mar, porque o mar não tem fim. Qualquer um das beiras é sempre mais um dos seus começos. ‘
Um beijo bem grande, querida.